domingo, 30 de maio de 2010

Eu sou um Vulcão, e me orgulho disso.


Há poucas horas, quando eu tive meu coração covardemente partido, eu tive que ouvir a célebra frase: "Mas se vc não se leva a sério, porque alguém levaria?!".

Caros amigos, vamos esclarecer as coisas.
Eu sou um vulcão. E quando digo isso quero dizer que adoro sexo, amassos no carro, pegada dicuforça e perigo. Quero dizer que estou constantemente em erupção, sou insaciável, e amo ouvir sacanagem no pé do ouvido em público sem que ninguem mais perceba. Resumindo, eu fervo com tanta força que se você não acompanha morre afogado em lava. E eu não tô exagerando.

E eu estou bem assim, obrigada. Não me envergonho de falar putaria em bom som, de rir alto e dizer o que penso sem medir palavras.

Eu me levo tão a sério que não tenho vergonha do meu jeito e da minha personalidade, muito menos das minhas idéias e ações. Como alguém disse no twitter: pra quê reputação se eu tenho caráter?!

Agora, se 98% da população hétero masculina mundial é frouxa o suficiente pra ter medo de uma mulher como eu, não posso fazer nada. Eles que se casem com santinhas-do-pau-oco-que-peidam-cheiroso e passem o resto da vida procurando e/ou sonhando com  mulheres-vulcão como eu.
Eu não vou me enfiar dentro de uma capa pra agradar homem ou mulher covarde nenhum. Vou é atrás dos 2% que restam, porque se eu quiser ficar com mocinhas procuro uma mulher.

Bando de FRESCO!!!


E tenho dito.

E bate a depressão...

Bando de filhos da puta duma figa. Nada pessoal.

Mas vocês já pararam pra pensar o que a porra de um chifre 'sem querer' causa na auto-estima de uma mulher?!

Então reflitam seus merdas sem coração.
Não é porque uma mulher é um vulcão cheio de líbido que fala merda pra caralho que ela não se magoa. Eu ainda tenho alma caramba!

Corram! Corram enquanto eu não cortei essa ferramenta falica de masturbação aí, e não fritei pra jogar pros cachorros. Porra. Caralho.








*excesso de palavrões para disfarçar um coração partido. Não reparem. Em breve retornaremos com a programação normal.

Sobre a (não) Monogamia Masculina


Olha gente, eu tento. Na boa.
Eu respeito o tempo de engatar a primeira, respeito o fato de ter que decifrar as caras masculinas porque conversar eles ainda não sabem o que é, respeito o fato de querer coisas e quase nunca ser atendida...
Eu entendo que ninguém gosta de dividir o próprio objeto de desejo em uso, então eu treino com muito afinco a minha monogamia.

Mas no fim das contas tudo acaba na mesma merda: homens não sabem respeitar contratos sociais.

Olha meus amores, é o seguinte: Ninguém quer um homem que não viva a própria vida, que não saia com os amigos... Com excessão daquelas loucas cimentas carente do inferno, mas essas não contam. Mas ninguém suporta se segurar pra não ficar com aquele gatinho na festa de ontem pra no dia seguinte levar um chifre homérico, mesmo que não seja em relacionamentos veladamente sérios.
Não tanto pelo ciúmes, porque graças á Nossa Senhora da Bicicletinha eu sou desprovida desse sentimento inferior, mais pelo desaforo mesmo.

Reflita comigo caro garanhão... Você aí morto de tesão (não tô chegando no nível da paixão ainda) pela menininha, aí vêm outro Gavião e CRÉU! come no seu prato! Há de convir comigo que não tem graça. E já dizia aquela velha frase clichê: "Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você". Mas homem é bicho tonto até pra entender uma porra de frase auto explicativa como essas.

Não entendam mal... a raiva passa, a amizade até permanece. Mas a chance de viver algo mágico e lindo como o amor (como se eu soubesse o que é isso...) vai se embora. 

#Reflita

Um diálogo a não muito tempo...

Uma amiga me fez lembrar de uma certa conversa...
Obrigada amiga!
Me fez ver que de fato eu sou uma figura!


Eu: Ai, eu não consigo te entender.

Kel: Amiga, mas não tem o que entender. Eu o amo e prooonto!

Eu: Não concordo com esse tipo de situação.

Kel: Talvez porque você não viveu algo assim.

Eu: Não preciso viver pra entender, pra mim é muito simples: ou é SIM, ou é NÃO!!

Kel: Calma amiga, eu tenho fé que vc um dia vai encontrar alguém legal.

Eu: Mas eu já encontrei!, o problema é que eu não consigo achar legal a idéia dele ser legal.

Kel: Não fique aflita, você vai acabar vendo que o legal mesmo não é gostar da idéia de gostar de alguém, mas é de fato gostar de alguém que goste da idéia...

Eu: Ai ai ai, lá vai tu filosofar e dramatizar a situação.

Kel: Enfim, vc vai achar uma tampa pra sua panela..

Eu: mas e se eu não quiser cozinhar rápido..?!
Não vou precisar de tampa, é só a panela e a comida!

Kel: ¬¬ , anyway..

A Esquina da Maccal

Quando eu conto sobre minha adolescência, me chamam de precoce. Mas a verdade é que todo mundo ao meu redor o era também.

Passei boa parte da minha infância/adolescência numa cidade que fica na divisa do maranhão com o Tocantins, Carolina. Eis que na foto ao lado você está visualizando o 'point' da pegação no auge dos meus 13 anos.

Funcionava assim, ia o casal "de esquema", que muitas vezes não trocava sequer uma palavra antes de chegar no devido local, e uma terceira pessoa pra ficar de vigia caso algum parente passasse por perto. A balburdia começava depois das oito da noite. Quebrava-se a lâmpada do poste da esquina, e alí no portão da Maccal rolavam amassos homéricos. Algumas vezes os participantes nem se olhavam na cara depois disso, outras vezes só mandavam recado, combinavam o "esquema" e se encontaravam na esquina outra vez para outro amasso.

Havia regras alí. No máximo 3 ou 4 casais por vez. Quem quisesse se agarrar tinha que esperar na fila que ia se formando através do boca a boca na "Praça do Hot". Primeiro ia um, depois outro pra não levantar suspeita, mas a verdade é que isso era uma grande merda porque em cidade pequena só quem não sabia o que tava acontecendo eram nossos pais mesmo.

O que eu quero dizer com isso tudo, é que o amor que eu procuro precisa namorar como se namorava na esquina da Maccal. Não em tempo integral, claro. Mas em algumas horas nada como calar a boca, dá uns amassos e permanecer calado.

Homens hoje em dia estão muito prolixos. Pior, estão tímidos. 
Porra galera, nem só de "Um Amor Pra Recordar" vive o tesão feminino. A mulherada se libera e vocês se retraem?! Saco!

Aprendam com os adolescentes daquele tempo, tipo eu, que se pegavam na esquina da Maccal com a única preocupação da mãe por acaso passar.

E tenho dito.

A minha procura.






Eu sempre fui avessa ao amor romântico, e ainda sou. Mas chegou a hora em que eu me pergunto: porque raios todo mundo têm um um amor de arrancar suspiros menos eu?! Eu não consigo amar?!
Foi aí que iniciei minha busca. Yes, I can também. Talvez eu esteja procurando sarna pra me coçar. A sarna eu não sei se consigo, mas história pra contar é o pau que rola.

Então entre um ex-namorado maravilhoso que virou o meu melhor amigo sem o menor tesão em mim, uma tentativa de paixão (na hora eu parecia estar com os pneus arriados forever) por um cara que achava possível 'namorar' sem me dar qualquer assistência (física, emocional, e principalmente presencial) e um pseudo-parente-paixão-não-resolvida que não conseguiu entender que minha excessiva saudade e minha investida de guerrilha tinha a ver com "dar o corpo" a uma pseudo história; eu saí me metendo em roubadas: uma atrás da outra.

Não sou do time que acha que "homem não presta". Pra ser bem sincera, acho que quem não presta aqui sou eu. Mas acredito que achar o homem ideal é como comprar um bom sapato: você precisa achar um que seja seu número, não faça calos e não machuque o dedinho. Uma tarefa árdua. Ás vezes só se percebe que o maldito incomoda depois que se leva pra casa e dá tres voltinhas. Talvez, se colocar um esparadapro aonde machuca, a gente consegue continuar usando.

Pois eu cansei de esparadrapos. Deve haver alguma mensagem semiótica no fato de eu só conseguir andar descalça.
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